Não é um roteiro de cliques. É o que decide se o perfil funciona ou fica invisível, e por quê.
Quando alguém busca "handyman near me", o Google escolhe quem aparece cruzando três coisas:
| Fator | O que significa | Dá pra controlar? |
|---|---|---|
| Relevância | Quanto o perfil combina com o que foi buscado | Sim — categoria e serviços |
| Distância | Quão perto o negócio está de quem buscou | Em parte — área de atendimento |
| Destaque | Quão conhecido e confiável o negócio parece | Sim — avaliações, fotos, movimento |
Guarda isso: perfil bem preenchido não vence sozinho. Vence quem tem categoria certa + avaliações + movimento constante. Por isso a gente posta todo mês e insiste em avaliação — não é enfeite, é o que move o ponteiro.
O cadastro tem uns 15 campos. Três decidem quase tudo.
É o campo mais importante do cadastro inteiro. Ele diz ao Google em quais buscas você pode aparecer. Só existe uma categoria principal, e ela pesa muito mais que as secundárias.
Escolher "General contractor" quando o cara faz reparo pequeno significa competir com construtora grande e perder a busca de quem quer consertar uma porta.
Pergunta ao cliente: "qual palavra a pessoa digita quando precisa de você?" A categoria tem que ser essa, não o nome bonito da profissão.
Truque prático: busca no Google o serviço dele na cidade dele, abre os três primeiros perfis do mapa e vê qual categoria eles usam. Quem já está ranqueando mostra a resposta.
São dois tipos de perfil, e a escolha muda como o Google trata o negócio.
| Loja ou escritório | Área de atendimento | |
|---|---|---|
| Quem é | Cliente vai até lá | Você vai até o cliente |
| Endereço | Aparece pra todos | Fica oculto |
| Aparece no mapa | Como um ponto fixo | Na região que você atende |
| Exemplo | Depósito de pedra, clínica | Pintor, encanador, faxina |
Mesmo escolhendo "área de atendimento", o Google exige um endereço no cadastro. Ele fica escondido do público, mas precisa existir e ser real — é por ele que o Google entende onde você está baseado.
Muita gente trava aqui achando que fez algo errado. Não fez: preenche o endereço e depois marca que não recebe cliente no local.
São as cidades ou regiões onde você quer aparecer. O Google permite listar várias.
O erro comum é exagerar. Listar o estado inteiro não faz você aparecer no estado inteiro — dilui. O Google prioriza quem está perto de quem buscou, então área gigante com pouca avaliação perde para o concorrente local.
Comece pela cidade base e as vizinhas de verdade. Expande depois, quando o perfil tiver força.
É onde a maioria trava, e onde o guia atual é curto demais.
O Google precisa confirmar que o negócio existe. Historicamente mandava um cartão-postal com código pro endereço. Hoje, para negócio de área de atendimento, é comum cair em verificação por vídeo.
O método que o Google pede varia por categoria, região e histórico da conta. Não dá pra escolher, e nem sempre é vídeo — mas convém estar preparado pra isso.
Você grava um vídeo contínuo, sem cortes e sem edição, pelo próprio celular dentro do painel do Google. Precisa provar três coisas, na mesma gravação:
Reprovar não é o fim. Dá pra tentar de novo, e é comum precisar de duas tentativas. Se reprovar repetidamente, existe caminho de suporte com o Google — mas quase sempre o problema é vídeo curto ou sem prova de vínculo.
Suspensão é dolorosa de reverter. Vale conhecer as armadilhas.
| Ação | Peso |
|---|---|
| Avaliações — quantidade, nota e frequência | O maior de todos |
| Responder toda avaliação, inclusive as ruins | Alto |
| Fotos novas com regularidade | Alto |
| Posts no perfil | Médio |
| Lista de serviços preenchida | Médio |
| Horário correto e atualizado | Baixo, mas some se errado |
Avaliação é o pilar. Um perfil com 20 avaliações e poucas fotos vence um perfil impecável com 2 avaliações. É por isso que o kit de avaliações existe, e é o que mais vale cobrar do cliente.